O que é o país de origem (COO) e como isso afeta o seu perfil de risco?

Como o nome indica, país de origem (COO) é um rótulo que detalha de onde um produto se originou. Em um cenário geopolítico marcado por guerras comerciais e políticas protecionistas crescentes, o COO se tornou, possivelmente, mais importante do que nunca.

O que é o país de origem (COO) e como isso afeta o seu perfil de risco?

Destaques do artigo:

  • País de origem (COO, do inglês “Country of Origin”) refere-se ao país onde um determinado produto, artigo ou mercadoria foi originalmente fabricado ou produzido.
  • Certificado de origem (CO, do inglês “Certificate of Origin”) é um documento que serve como prova e verificação da “nacionalidade” de um produto — isto é, seu país de origem.
  • O certificado de origem é fundamental para determinar se um produto ou remessa está sujeito a sanções, tarifas ou cotas, e se é elegível para tratamento preferencial respaldado por acordos comerciais multilaterais.
  • Em uma era cada vez mais marcada por guerras comerciais amplas e escalonadas — e pelas sanções utilizadas como instrumento nessas disputas — o COO de uma remessa também pode impactar o perfil de risco da empresa.

O que é País de Origem?

O termo país de origem — frequentemente abreviado como “COO” — refere-se ao país onde um determinado produto, artigo ou mercadoria foi originalmente fabricado ou produzido. O país de origem de um item comercial costuma ser um aspecto fundamental do processo de importação nos Estados Unidos: a nação onde o produto foi produzido determina se ele estará sujeito a taxas, tarifas, cotas e outros regulamentos aduaneiros. 

O termo país de origem — frequentemente abreviado como “COO” — refere-se ao país onde um determinado produto, artigo ou mercadoria foi originalmente fabricado ou produzido.

O país de origem de um item não é apenas um detalhe sobre sua fabricação — é um requisito legalmente exigido. Conforme explicado pela U.S. Customs and Border Protection (CBP) em seu site, “Todo artigo de origem estrangeira que ingressa nos Estados Unidos deve estar devidamente marcado com o nome em inglês do país de origem, salvo exceção prevista na legislação.”

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O que é um Certificado de Origem?

O certificado de origem, muitas vezes abreviado como “CO”, é um documento que serve como prova e verificação da “nacionalidade” de um produto — ou seja, seu país de origem. Os certificados de origem são geralmente emitidos pelo exportador das mercadorias, que deve fornecer um CO conforme as diretrizes nacionais e internacionais, incluindo aquelas exigidas pela American World Trade Chamber of Commerce (AWTCC) e pela International Chamber of Commerce (ICC). 

O certificado de origem, muitas vezes abreviado como “CO”, é um documento que serve como prova e verificação da “nacionalidade” de um produto — ou seja, seu país de origem.

Além de atuar como documento fundamental de importação, o certificado de origem também é essencial para determinar se um produto ou remessa está sujeito a sanções, tarifas ou cotas, e se é elegível para tratamento preferencial previsto em acordos comerciais multilaterais. Os certificados de origem também contribuem para garantir o nível de transparência e responsabilidade necessário à fiscalização de leis que proíbem trabalho forçado e exploração de mão de obra, podendo servir como evidência crítica na identificação de violações cometidas por exportadores. 

Por que o País de Origem Nunca Foi Tão Importante

Embora o país de origem seja, há muito tempo, uma designação legal importante para que produtos passem pela alfândega, suas implicações para importadores são atualmente mais relevantes do que nunca — especialmente nos EUA. Nas últimas décadas, sucessivos governos americanos adotaram políticas comerciais protecionistas para fortalecer a indústria nacional, aplicando tarifas, controles de importação e sanções dirigidas a concorrentes internacionais. 

Essas medidas protecionistas cresceram exponencialmente nos últimos anos. Segundo a Tax Foundation, um think tank independente de análise de políticas fiscais dos EUA, os governos Trump e Biden já impuseram quase US$ 100 bilhões em tarifas sobre milhares de produtos estrangeiros, com foco especial em mercadorias da China. 

Se essas políticas protecionistas afetam ou não um determinado produto ou artigo depende, em grande parte, de um documento: o certificado de origem. Para fabricantes de equipamentos originais (OEMs) e demais empresas americanas que possuem operações globais, conhecer o país de origem de seus insumos é fundamental para entender tarifas, cotas e outras barreiras comerciais às quais precisam atender do ponto de vista legal. 

Se essas políticas protecionistas afetam ou não um determinado produto ou artigo depende, em grande parte, de um documento: o certificado de origem.

Para empresas que buscam manter orçamentos sob controle e custos baixos, o país de origem pode determinar como estruturar a cadeia de suprimentos. Importações que passaram a ser oneradas por tarifas elevadas, por exemplo, podem deixar de ser alternativas economicamente viáveis para empresas americanas. Negócios ágeis consideram a realocação do fornecimento para evitar os altos custos relacionados a tais produtos, preservando margens ou evitando repasses ao consumidor final. 

Por que o País de Origem é um Fator Crítico no Risco da Cadeia de Suprimentos 

O país de origem de uma importação é fundamental no cálculo de tarifas, taxas e na definição da aplicação de cotas comerciais sobre determinados itens. Mas, em um contexto cada vez mais marcado por intensificação de guerras comerciais e sanções aplicadas como ferramenta estratégica, o COO de uma remessa também pode impactar o perfil de risco de uma empresa. Importações originadas de países como Rússia, Irã, Coreia do Norte e, especialmente, China, apresentam risco sobremaneira elevado de serem afetadas por sanções e restrições impostas pelos EUA. 

Mas, em um contexto cada vez mais marcado por intensificação de guerras comerciais e sanções aplicadas como ferramenta estratégica, o COO de uma remessa também pode impactar o perfil de risco de uma empresa.

Em alguns casos, simplesmente adquirir mercadorias de um desses países já aumenta o risco, mesmo que os fornecedores não estejam sujeitos a controles de importação dos EUA no momento. Isso ocorre porque fabricantes sediados em países como China e Rússia têm bem mais chances de serem alvos de sanções futuras — cenário muito menos provável em relações comerciais estáveis com países que mantêm acordos robustos com os Estados Unidos. 

Uma gestão de risco da cadeia de suprimentos (SCRM, do inglês Supply Chain Risk Management) realmente eficiente vai além do cumprimento das leis comerciais atuais dos Estados Unidos. Ela exige que importadores antecipem como essas leis — e as políticas de base que as orientam — podem evoluir nos próximos anos. Antecipar sanções e restrições significa compreender os riscos inerentes relacionados a determinados países de origem. 

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Consequências para Remessas sem Certificado de Origem

De modo geral, remessas importadas por empresas americanas precisam de certificado de origem para serem liberadas pela alfândega. Se uma remessa estiver marcada de forma incorreta ou se houver informações falsas ou enganosas sobre o país de origem, a carga pode ser retida ou apreendida. Em casos de negligência ou fraude, importadores também podem ser responsabilizados e sofrer penalidades financeiras. 

Como Ferramentas de SCRM Podem Ajudar Empresas a Rastrear País de Origem e Mitigar Riscos 

Muitos OEMs sediados nos EUA são corporações multinacionais com cadeias de suprimentos complexas e ramificadas, envolvendo diversas fábricas, fornecedores e países de origem ao redor do mundo. Para cumprir regulamentos internacionais, observar as leis comerciais americanas e garantir o aproveitamento de todas as reduções tarifárias possíveis, essas empresas precisam monitorar os países de origem de todas as suas remessas. 

Para OEMs que fabricam produtos complexos com milhares de componentes, isso pode ser um desafio logístico significativo. Felizmente, a plataforma SCRM da Z2Data pode ser um recurso essencial exatamente nesse cenário. A ferramenta Part Risk Manager da Z2Data permite que os clientes consultem o país de origem de mais de um bilhão de componentes em seu banco de dados abrangente, facilitando a avaliação de riscos relacionados ao país e a análise dos diversos regulamentos e barreiras comerciais atrelados a cada componente. 

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