Minerais de conflito são extraídos em regiões do mundo marcadas por conflitos contínuos ou violações de direitos humanos. A mineração desses minerais nessas áreas está associada ao trabalho infantil, trabalho forçado e danos ambientais, além de financiar grupos armados responsáveis por atos violentos contra civis.
Os minerais de conflito mais conhecidos são estanho, tungstênio, tântalo e ouro, conhecidos como 3TG, amplamente utilizados em dispositivos eletrônicos e outros produtos. Os países reconhecidos pela extração de minerais de conflito estão localizados principalmente na África Central. Esses minerais frequentemente têm origem na República Democrática do Congo (RDC) e em países vizinhos, onde o conflito e os abusos de direitos humanos são disseminados. No entanto, países próximos como Ruanda, Uganda e Burundi também são conhecidos pela produção de minerais de conflito.
Grupos armados controlam muitas minas e operações de extração nesses países, frequentemente utilizando trabalho forçado e outras práticas abusivas. Além disso, os lucros com a venda dos minerais de conflito financiam esses grupos armados e perpetuam a violência na região.
Embora a maioria dos minerais de conflito do mundo seja proveniente da África Central, é importante destacar que esses minerais podem ter origem em outras regiões também. Por exemplo, o ouro da Colômbia já foi relacionado a conflitos e violações de direitos humanos, e a mica da Índia está associada ao trabalho infantil. Por isso, práticas responsáveis de fornecimento devem ser aplicadas globalmente para garantir que os minerais sejam obtidos de forma ética, sem contribuir para conflitos ou abusos de direitos humanos.
Governos, entidades do setor e ONGs têm empreendido esforços para enfrentar a questão dos minerais de conflito, incluindo a criação de regulamentações como o Dodd-Frank Act nos EUA, que exige das empresas a divulgação do uso de minerais de conflito em seus produtos. Além disso, a União Europeia (UE) também implementou o "Regulamento de Minerais de Conflito", criado para abordar essa questão. Essa legislação foi adotada em 2017 e entrou em vigor em 1º de janeiro de 2021.
Outros países, como Austrália, Japão e China, introduziram diretrizes não vinculativas ou iniciativas voluntárias para abordar o tema dos minerais de conflito. Essas iniciativas promovem práticas responsáveis de fornecimento e incentivam as empresas a realizar due diligence em suas cadeias de suprimentos.