Porque a análise FMD é fundamental para um mapeamento eficaz da cadeia de abastecimento

As declarações completas de materiais podem desempenhar um papel crucial no mapeamento da cadeia de abastecimento — e proporcionar às organizações uma visibilidade mais completa das suas redes de produção.

Porque a análise FMD é fundamental para um mapeamento eficaz da cadeia de abastecimento

Principais destaques do artigo:

  • Existem inúmeras estratégias diferentes que as empresas utilizam para mapear as suas cadeias de abastecimento, incluindo campanhas junto de fornecedores, mapeamento com recurso a IA e bases de dados de fabricantes. No entanto, há um recurso fundamental para o mapeamento da cadeia de abastecimento de que se fala muito menos: as declarações completas de materiais. 
  • Como abrangem todos os materiais presentes num determinado componente ou produto, as declarações completas de materiais são um meio eficaz de definir o âmbito de uma cadeia de abastecimento específica. Ao partir de uma FMD (full material declaration), as empresas conseguem conceptualizar todos os potenciais caminhos de subfornecedores que é possível mapear desde o fornecedor direto (tier 1). 
  • A plataforma de gestão de risco da cadeia de abastecimento (SCRM) Z2Data realiza um mapeamento exaustivo da cadeia de abastecimento, permitindo que as organizações visualizem fornecedores diretos, fabricantes de subníveis, fabs e unidades de montagem. Esta ferramenta utiliza a análise de FMD para informar o seu processo único de mapeamento do componente ao local de produção, rastreando componentes e subconjuntos até ao respetivo ponto de origem—seja uma fab em Taiwan, uma unidade EMS na China ou uma fábrica nos EUA.

Num ano marcado pelo surgimento de tarifas históricas, medidas comerciais de retaliação e tensões geopolíticas em crescendo, raras vezes fez tanto sentido apostar no mapeamento da cadeia de abastecimento. As empresas norte-americanas enfrentam uma pressão crescente para compreender de onde provêm os componentes e subconjuntos que importam—ao nível tanto direto como de subfornecedores—para conseguirem identificar exposições a tarifas e outros riscos subjacentes. 

Há uma diversidade de estratégias diferentes que as empresas usam para mapear as suas cadeias de abastecimento. Entre elas incluem-se:

  • Campanhas junto de fornecedores: Os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) e outros importadores enviam inquéritos aos fornecedores diretos conhecidos, solicitando informações acerca de fabricantes de subnível. Após concluir esta ronda inicial, podem aplicar os mesmos questionários aos fornecedores tier 2 identificados nesta pesquisa. Este ciclo pode repetir-se várias vezes, proporcionando teoricamente aos OEMs uma visibilidade cada vez maior ao longo dos subníveis. 
  • Mapeamento com IA: O crescimento da inteligência artificial generativa e autónoma nos últimos anos permitiu que esta tecnologia começasse a contribuir para o processo de mapeamento da cadeia de abastecimento. Estas ferramentas podem recolher informações disponíveis online sobre relações na cadeia de abastecimento, obtendo documentação crítica como declarações, reservas de transporte e recibos que evidenciam ligações entre fabricantes. Com o conjunto de materiais reunidos por ferramentas de IA, é possível criar uma cadeia de custódia dos materiais, componentes e produto final de uma empresa. Estes modelos, contudo, não são perfeitos, sendo frequentemente mais eficazes a identificar potenciais subfornecedores e relações na cadeia, do que a expandir com alta precisão o mapeamento específico de uma empresa.
  • Bases de dados da cadeia de abastecimento: As plataformas de gestão de risco da cadeia de abastecimento (SCRM) recorrem muitas vezes a bases de dados pré-existentes, que incluem milhares de relações de cadeia de abastecimento em setores específicos (incluindo eletrónica de consumo, automóvel e fabrico de semicondutores). As organizações que pretendem realizar um mapeamento preciso das suas cadeias de abastecimento costumam colaborar com estas empresas SCRM, que conseguem sintetizar os dados do cliente com as suas próprias bases de dados internas para criar mapas de cadeia de abastecimento. 

Contudo, existe um recurso fundamental para o mapeamento da cadeia de abastecimento de que se fala menos: as declarações completas de materiais. 

O que são declarações completas de materiais (FMD)?

Uma declaração completa de materiais—também designada por vezes como «full material disclosure»—é um ficheiro XML que apresenta detalhadamente toda a composição de um produto ou componente, incluindo todos os seus materiais. Em muitos casos, as FMD incluem também níveis de concentração dos materiais. Num documento setorial, a associação do setor eletrónico IPC explica que uma FMD «refere-se a todos os materiais homogéneos contidos num produto, incluindo a sua composição e concentração».

As FMD possuem várias funções essenciais, entre as quais:

  • Servir de documentação crítica para regulamentos ambientais.
  • Ajudar as partes interessadas internas e externas a avaliar a segurança de um produto ou componente.
  • Funcionarem como registo de todos os materiais utilizados num determinado processo de fabrico. 

Porque são as FMD essenciais para um mapeamento completo da cadeia de abastecimento

Quando a maioria dos profissionais de sourcing e aprovisionamento pondera o mapeamento da cadeia de abastecimento, as FMD não costumam ser a primeira ferramenta que lhes ocorre. Regra geral, os esforços de mapeamento baseiam-se nas técnicas acima mencionadas, bem como em documentos de cadeia de custódia que permitem esclarecer relações entre fabricantes. No entanto, as FMD também têm um papel a desempenhar neste processo complexo e multifacetado. 

Quando a maioria dos profissionais de sourcing e aprovisionamento pondera o mapeamento da cadeia de abastecimento, as FMD não costumam ser a primeira ferramenta que lhes ocorre.
  • Definir o âmbito dos subníveis: Dado que abrangem todos os materiais num determinado componente ou produto, as declarações completas de materiais são um meio eficaz de definir o âmbito de uma cadeia de abastecimento. Se uma entidade quiser mapear a cadeia de abastecimento de um semicondutor específico, por exemplo, a FMD pode indicar 20 materiais diferentes presentes nesse componente. Esta lista impõe limites bem definidos a todos os potenciais subfornecedores desta peça. Ao começar com uma FMD, as empresas conseguem conceptualizar todos os caminhos de subfornecedores que podem ser mapeados a partir do fornecedor direto (tier 1). 
  • Filtrar relações irrelevantes: Algumas técnicas de mapeamento da cadeia de abastecimento baseiam-se em relações comprovadas entre fabricantes diretos e de subnível para identificar potenciais subfornecedores. A palavra-chave aqui, porém, é potenciais. O simples facto de um fabricante recorrer a determinado subfornecedor não significa que a relação seja relevante para o seu produto, componente ou cadeia de abastecimento. Utilizar como referência uma declaração completa de materiais permite filtrar eficazmente estes casos. Se o fornecedor não está a obter algo claramente listado na FMD junto do fabricante de subnível, então essa relação não é relevante. 
  • Reduzir a dependência dos fornecedores e aumentar a taxa de resposta: Embora as campanhas junto de fornecedores sejam uma estratégia eficaz para obter informação sobre redes de fabrico, depender excessivamente delas traz riscos. Fazer demasiadas perguntas aos fabricantes de tier 1 sobre componentes, materiais e subfornecedores pode levar à fadiga e, no limite, reduzir as taxas de resposta futuras. Os OEM que utilizam as suas FMD para colocar questões mais concretas e objetivas sobre o percurso dos materiais até ao produto final tornam este processo de recolha de informação mais ágil. No longo prazo, pode aliviar a pressão sobre os fabricantes tier 1, melhorar a relação comercial e até aumentar as taxas de resposta futuras. 
  • Maior visibilidade sobre a cadeia de abastecimento: Apesar de uma declaração completa de materiais não expor diretamente as relações numa cadeia de abastecimento, oferece um quadro de referência útil para maximizar a visibilidade da cadeia de abastecimento. Começar ao nível dos componentes e materiais permite às empresas visualizar os verdadeiros caminhos da cadeia de abastecimento e as cadeias de custódia, e não apenas um conjunto de relações dentro de uma cadeia mais ampla. Esta abordagem orientada para componentes e materiais é essencial para assegurar a rastreabilidade, que se afirma hoje como o novo padrão de excelência no mapeamento de redes de fabrico e de práticas de due diligence. 

Análise de FMD e mapeamento da cadeia de abastecimento com Z2Data

Num contexto de aumento das tarifas e de regulamentação ESG em expansão, a visibilidade da cadeia de abastecimento já não é um mero luxo operacional a ser desenvolvido de forma gradual. Pelo contrário, a visibilidade é fundamental para gerir cadeias de abastecimento internacionais com eficácia imediata. Determinar com precisão a proveniência de componentes, subconjuntos e materiais ajuda as empresas a mitigar custos com tarifas, a cumprir obrigações regulamentares e a reestruturar estrategicamente as suas cadeias para preparar o futuro.

Num contexto de aumento das tarifas e de regulamentação ESG em expansão, a visibilidade da cadeia de abastecimento já não é um mero luxo operacional a ser desenvolvido de forma gradual.

A plataforma de gestão de risco da cadeia de abastecimento (SCRM) Z2Data realiza um mapeamento completo da cadeia de abastecimento, permitindo às organizações visualizar:

  • Fornecedores diretos (tier 1)
  • Fabricantes de subníveis 
  • Fabs
  • Unidades EMS
  • Unidades de montagem 

A ferramenta recorre à análise de FMD para sustentar o seu processo único de mapeamento do componente ao local de produção, rastreando componentes e subconjuntos até ao respetivo ponto de origem—seja uma fab em Taiwan, uma unidade EMS na China ou uma fábrica nos EUA. Todo o mapeamento da cadeia de abastecimento com a Z2Data é realizado de acordo com um processo sistemático que inclui atualização contínua e a utilização de fontes altamente fiáveis—um requisito essencial para manter mapas dinâmicos e atualizados da cadeia de abastecimento. E todo o processo começa com as declarações completas de materiais, que delimitam o conjunto completo de potenciais relações de subfornecimento que podem fazer parte do percurso de fabrico de um determinado componente. 

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